A 7ª edição do Encontro de Violeiros foi marcada pelo Tributo ao Pena Branca, músico igarapavense que morreu em fevereiro deste ano. De acordo com o organizador Tarcísio Manuvei, a cultura da música de raiz se fortalece a cada ano. “Prova disso são as participações infantis nesses encontros, tão importante para preservar esse símbolo caipira”. Entre as participações infantis estão os músicos Luiz Gustavo e Luiz Augusto, de 9 anos de idade, de Ribeirão Preto (SP).
“Independente da idade, a música de raiz bem tocada proporciona um leve timbre, um som que encanta. Nas letras das canções caipiras são comuns os causos passados de pais para filhos. A música tem uma história, transmite emoção”, disse Manuvei.
Um dos principais ícones da música de raiz, Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco, estava confirmado como uma das atrações mas não compareceu devido a problemas de saúde.
Músicas regravadas por cantores da MPB
A dupla gravou outros quatro discos e participou de coletâneas, como a homenagem a Rolando Boldrin e Roberto Corrêa. Zé Mulato e Cassiano tiveram músicas regravadas por dezenas de violeiros do Brasil e também por cantores da MBP. Em 1998, a dupla ganhou o prêmio Sharp de melhor música regional.
A participação da dupla no 7º Encontro de Violeiros de Uberlândia é considerada pelos músicos uma maneira de homenagear Pena Branca, parceiro em diferentes momentos da carreira.
Pena Branca
O homenageado no 7º Encontro de Violeiros, Pena Branca, nasceu em Igarapava, em 1939, e viveu boa parte da vida em Uberlândia. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, era seu irmão e nasceu em Cruzeiro dos Peixotos, distrito de Uberlândia, em 1942. Em 1958, eles começaram a cantar, apresentando-se em uma rádio de Uberlândia. Mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística em 1968. Com o tempo, Pena Branca e Xavantinho tornaram-se exemplos da música sertaneja caipira, considerada de raiz.
Com a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca continuou em carreira-solo. Em 2001 recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum “Semente Caipira”. Em 11 anos de carreira solo, gravou mais três trabalhos: “Semente Caipira” (2000), “Pena Branca canta Xavantinho” (2002) e “Cantar Caipira” (2008). Pena Branca morreu no dia 8 de fevereiro, aos 70 anos, vítima de ataque cardíaco, em São Paulo.
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